Nesta época, processos tectônicos de movimentação vertical
(epirogênicos) resultaram no soerguimento do bloco ocidental da Falha de Santos e abatimento do oriental.
Devido à erosão, principalmente do mar em direção ao continente, no decorrer de 30 - 40 milhões de anos,
as encostas da serra recuaram até sua posição atual.
Tanto o soerguimento das serras do Mar e da Mantiqueira como a instalção do
rift entre eles
aconteçeu na mesma época e foi provávelmente causado pelo importante evento tectônico do Paleoceno que foi
acompanhado por magmatismo alcalino no sudeste do Brasil.
Ao longo do seu trecho a Serra do Mar se divide em serras individuais com altitudes variadas entre 1.200 e 2.200 m
acima do nível do mar, que recebem diferentes nomes locais, como por exemplo;
Santa Catarina:
Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro.
Paraná:
Serra da Prata,
Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire.
São Paulo:
Serra do Mar
Juréia - Itatins ou
Serra da Paranapiacaba.
Rio de Janeiro:
Serra da Bocaina ou
Serra dos Órgãos.
As
unidades de conservação
da Serra do Mar oferecem um grande potencial de
ecoturismo, principalmente para
atividades outdoor como trekking e mountain bike.
Fonte: Fernando Flávio Marques de Almeida & Celso Dal Ré Carneiro
(Origem e Evolução da Serra do Mar)