A 9 de Março de 1500 zarpou de Belém a segunda armada da Índia, constituída por 13 velas
e entre 1200 e 1500 homens capitaneadas por Pedro Álvares Cabral. Por motivos até hoje
não conhecidos e com condições climáticas boas (como a carta de Caminha relata),
uma das naus com 150 homens comandada por
Vasco de Ataídedes desapareceu no dia 23 de março de 1500. Os outros barcos fizeram dois
dias de buscas, mas nada encontraram. Então, seguiram viagem.
Até hoje têm divergéncia entre os historiadores, se a esquadra de Cabral realmente partíu
em direção a India, como oficialmente publicado e devido a condições climáticas depois se
acabou afastando do curso até chegar mais ou menos por casualidade na costa brasileira
ou já tinha conhecimento de outros navegantes da existencia deste continente e
consequentemente tomaram com toda intenção rumo ao Brasil.
Na carte de Caminha por lo menos não está escrito nada de condicões climáticas dificeis ou
de mudanças do curso com propósito.
Fato é que em uma quarta feira, 22 de abril de 1500, depois de 44 dias de viagem,
a esquadra de Cabral que no dia anterior já tinha encontrado sinais de terra,
avistou um grande monte. Já que que estavam em época de Páscoa deram o mome Monte Pascoal.
As embarcações ancoraram a 6 léguas (36 quilômetros) do litoral brasileiro.
Também está aberto onde exactamente, os portugueses
pisaram terra o prossimo día. Como a carta de Caminha fala de uma desembocadura de um
rio se sospeita de que se trata ou do rio Caraíva, ou do río Caí mais 6 km ao sul ou
do río Dos Frades perto de Trancoso. Segundo Caminha o comandante Nicolau Coelho
foi escolhido por Cabral de ir até a praia para fazer o primeiro contato com os indios.
O dia seguinte Cabral continuava em direção a Porto Seguro para celebrar a primeira
missa no Novo Mundo, erguir uma cruz e tomar posse formal do novo território.
Em 2 de maio, a expedição deixou o país e seguiu para as Índias.
A missão de Cabral era instalar um entreposto em Calicute, principal centro das
especiarias.
Depois de Cabral, seguiram franceses, holandeses e piratas de todas as nacionalidades
com um único motivo: o Pau Brasil, uma madeira preciosa que os indios nativos aproveitaram
para gerar um colorante vermelho e que atingiu preços altos em Europa. Foi este Paul Brasil
que iniciou o primeiro ciclo económico do Novo Mundo e que em torno de 1527 mudou o nome de
"Terra de Santa Cruz" para Brasil.
Hoje o Monte Pascoal faz parte do Parque Nacional Monte Pascoal, que preserva
um dos últimos remanescentes de
Mata Atlântica no sul da Bahia.
Segundo o IBGE,
na época do descobrimento existiam aproximadamente 2,4 milhões de
índios no Brasil e
a região da costa do descobrimento foi habitada pelos ínidios Tupiniquins (55.000).
Atualmente só restam 340.000 e deste número cerca de 300 famílias Pataxós,
uma tribo originalmente do interior do país, vivem em Barra Velha ao pé
do Monte Pascoal.
O Monte Pascoal, símbolo do descobrimento do Brasil, tem sido o cenário de mais um conflito
entre o governo, ambientalistas e os índios. De um lado, estão os índios Pataxós,
que querem a demarcação de seu território, incluindo o Monte Pascoal, alegando
ter sido este ocupado por seus antepassados. Do outro lado, governo e ambientalistas,
preocupados em como acomodar o que resta da população indígena sem devastar o patrimônio
ambiental.