Até meados do século XX, Intervales ficava dentro da rota dos "Tropeiros" que fazíam o comercio de escambo
(troca de mercadoría) enre as comunidades rurais do Vale do Rio Ribeira do Iguape e o Alta Paranapanéma.
As suas trilhas também foram usadas pelos chamados "Romeiros" para chegar a
Iguape, onde se celebra
até hoje uma vez ao ano a festa Romeiro do Bom Jesus de Iguape (com a travessía tradicional
da Estação Ecológica de
Juréia - Itatins). As comunidades que moram
dentro do parque preservam até hoje muitas culturas tradicionais como a dança São Gonçalo, a Festa Juninha,
o Fandango de Tamanco e as danças do caranguejo e da palminha.
Junto com o PETAR, Intervales pertence à Província Espeleológica do Vale do Ribeira e
possui mais que 50 caverans topografadas e mapeadas dentro do peremitro do parque.
A dissolução quimica do carbonato de cálcio em contato com
aguas pluviais, que se tornam mais ácidas ao atravessarem a parte orgánica dos solos, formaram as cavernas
calcárias. Dessa interação bio - fisica - químico são formados pequenos condutos que com o tempo vão se alargando
formando galerias, salões e rios subterráneos.
Os chamados espeleotemas sao depósitos secundários
, ou seja, originado após da apertura dos espaços subterrâneos, originando ornamentações diversas,
tanto na forma, tamanho e coloração. O clima dentro das cavernas está estável.