Acredita - se que os ameríndios (índios das Américas),
no território atual brasileiro, por volta de 5000 anos atrás, se concentravam
principalmente na regiâo da atual
Amazônia.
De acordo com critérios linguísticos, tinha dois troncos principais na época:
Macro - Tupi e Macro - Jê.
O tronco Macro-Tupi é constitudido por sete famílias, entre outros os Tupi - Guaranis.
Por motivos pouco conhecidos, iniçiou-se entre
2000 e 3000 anos atrás, uma expansão geográfica para outras regiões do
Brasil
e uma longa luta pelo domínio do litoral e os recursos do
bioma
Mata Atlântica.
Os Tupi - Guaranis, que de todos os grupos ameríndios tinham atinguido o
estádio civilizacional más avançado (por exemplo disponíam de técnicas de cerâmica) conseguiram
derrotar as sociedades mais simples , principalmente os Jês, e estabelecer - se na costa. Os
Jês, aos quais os Tupi - Guaranis chamaram de Tabuis (inimígos bárbaros),
tinham que retrodeçer - se aos planaltos no interior do pais.
Aproximadamente 1000 anos atrás, os Tupi - Guaranis se separaram em dois grupos linguísticos
diferentes: Os Tupis e os Guaranis. Os Tupis instalaram - se a partir de
Cananéia
(atual estado de
São Paulo)
para o norte, na região costeira
tropical do Brasil
e os Guaranis no sur de Cananéia, na parte
subtropical.
Na chegada dos portugueses e a descoberta "oficial" do Brasil por Cabral em 1500
(veja
Monte Pascoal),
os grupos tribais dos Tupis e dos Guaranis se distribuíam da seguinte forma no litoral:
no extremo sul, entre a Lagoa dos Patos e Cananéia,
predominavam os Carijó (56.000), daí até Bertioga os Tupiniquins (35.000), do norte
de São Paulo até Cabo Frío os Tamoios (60.000) e no sul da Bahía na
costa do descobrimento,
de novo os Tupiniquins (55.000). O planalto paulistano foi habitado pelos Guianás que pertencíam à familia Jê.
No decorrer do tempo tinha constantes confrontações e lutas entre estes grupos.
Estas sociedades caracterizavam-se pela prática de uma horticultura de raízes,
pela importância vital da caça e da pesca, pela mudança periódica dos povoados,
pelas guerras intertribais incluiendo a prática de antropofagia, pela poligamia,
bem como pela inexistência, de diferenciações sociais significativas,
ou de formas institucionalizadas de religião. As espécies cultivadas variavam conforme as condições ecológicas.
Os Tupis, que habitavam na faixa tropical, optaram pela mandioca, os Guaranis, que colonizaram as terras subtropicais,
preferiram o milho e, nas regiões de planalto, os Jês cultivavam o amendoim.
Além destes alimentos básicos, plantavam feijão, batata-doce, cará (inhame), jerimum (abóbora) e cumari (pimenta).
Segundo o (
IBGE),
2,4 milhões de pessoas estipula-se que habitavam o atual território brasileiro no
século XVI. Em 500 anos de despovoamento devido a doenças trazido pelo homem branco,
o exhausto do escravidão e as guerras intertribais, este número foi dizimado
drásticamente. De acordo com informações da Fundação Nacional do Índio
(
FUNAI),
vivem hoje no Brasil cerca de 345 mil índios, distribuídos entre
215 sociedades indígenas, mais cerca de 55 grupos isolados, que
prefazem cerca de 0,2% da população brasileira. Pelo menos 180 línguas
são faladas pelos membros destas sociedades.
Fonte: Brasil, 500 anos de povoamento (IBGE)
Instituto Camões (Portugal)